Entrevistas

32 - " André Rieu com Max e Catherine"

Programa diário da TV holandesa, conduzido por Catherine Keyl, em 15 de novembro de 2005

Tradução: Ineke Cornelissen/Sonja Harper/Mércia Cosac

“Esta noite temos um convidado famoso internacionalmente: André Rieu!

(André entra com um pequeno pulo; cumprimentam-se com um aperto de mãos, e ele dá três beijinhos no rosto da apresentadora; aparenta estar bem à vontade, vestido com um terno preto e usando a condecoração relativa à sua condição de Cavaleiro na Ordem do Leão dos Países Baixos)

É bom estar aqui!

Penso que você nunca assistiu a este programa antes....

Claro que já!

Como é possível, se você está sempre em viagem ao exterior?

Você não está no ar às 5 horas da tarde?

5:30 da tarde.

Então... a esta hora estou jantando, e é quando assisto a seu programa; é um bom programa.

E tem alguma crítica?

Foi só uma observação que fiz ao seu produtor; alguns detalhes; mas... não, não é nada!

Naturalmente que você deve colocar suas opiniões, se isto faz com que o programa fique melhor.

Por exemplo... no momento em que apresenta o debate, você me deixa sozinho no sofá... e eu não gosto.

Como sabe disso, se está aqui pela primeira vez?

Sim, mas vejo que isso acontece em todos os seus programas.

Ah, sim, você refere-se a um determinado momento do programa, quando dirijo-me aos outros convidados; mas você pode participar das discussões, mesmo estando no sofá.

Sim... mas somente se o operador de som ligar o microfone...

Acontece muito de não ter som?

Vi acontecer uma vez; está vendo?... estou de olho em você!

Sim, compreendo; gostaria de conversar sobre você, e sua vida em família; seu pai era maestro; todos os seus irmãos e irmãs tocavam algum instrumento.

Em nossa família todos pensávamos que isso era uma coisa muito normal. No jardim de infância eu costumava indagar das outras crianças que tipo de violino elas tinham; pensava que todas as crianças tocavam algum instrumento. Mais tarde descobri que as pessoas que não estavam envolvidas com a música também eram perfeitamente normais.

Você começou a tocar o violino aos cinco anos; as outras crianças lhe achavam um tanto estranho; você era incomodado pelas outras crianças?

Não; nunca me senti incomodado. Porém, durante as aulas de ciências, quando já estava no colégio, quando eu não conseguia entender os problemas, o professor dizia: "Vamos tentar resolvê-lo com notas musicais, ou com maestros?"

E então você passava a entendê-los?

Não; não fazia a menor diferença.

Seu pai ficou feliz com o seu sucesso, uma vez que ele pertencia ao mundo da música clássica? Você trouxe um certo "swing" a esse tipo de música....

No início, ficavam (provavelmente refere-se a seus pais) sempre questionando: "O que ele está fazendo; tocando em casamentos e festas... não foi para isso que lhe demos uma formação erudita...". Mas, logo descobriram que eu estava agindo com muita seriedade e então, acabaram concordando.

Não consigo imaginar que existam pessoas que não conheçam o que você faz, mas gostaríamos de mostrar um "vídeo-clip" de um concerto realizado em Berlim, onde você se apresentava para uma platéia enorme.

Quantos eram? 20 mil...isso não é normal, e foi maravilhoso...tão divertido... toda vez que o assisto, meu coração enche-se de puro orgulho.

Já disse-lhe que, uma vez, estando em Nova York... uma cidade estrangeira... longe de casa...de repente, vi em grandes anúncios: " Na próxima semana, no Radio City Music Hall, André Rieu!" Pensei comigo: Puxa, e é um holandês! E no Radio City Music Hall, onde os maiores artistas do mundo apresentam-se!

Você ainda leva um susto... ou já pensa: " Radio City Music Hall..? ...já estive lá pela octogésima vez.."

Não, eu ainda levo um susto ao apresentar-me a cada noite; fico super nervoso antes de subir ao palco. Mas, logo que encaro a platéia... tudo passa.

No momento você está nervoso, não está? Posso perceber...

Não entendo porque, mas sempre acontece antes de subir ao palco; então penso comigo:

"Que trabalho é esse o meu?... preferia que fosse um jardineiro".... mas quando olho para a platéia, passa!

(Catherine não compreende bem a resposta de André e repete a pergunta)

Preferia então ter ficado em casa?

...ou ficado em casa...

Tem alguma idéia porque as pessoas em todo o mundo são tocadas pelo modo especial como você se apresenta? Sim, porque é realmente especial!

Acredito que as pessoas gostam do que faço porque não represento; permaneço eu mesmo; não faço teatro, nem comporto-me de forma diferente do que sou; sou sempre o mesmo, não importa se estou aqui, no palco, ou em casa: sou sempre o mesmo!

Pode ser que, no íntimo, você ainda seja aquele garotinho tímido...

Pode ser... mas fico muito feliz por poder estar no palco.

Porque assim você se sente distante, intocável? Aqui eu posso tocá-lo, e isso o assusta, não é? Houve um tempo em que você não fazia tanto sucesso; empresários, teatros ou gravadoras não se interessavam por sua música....

No palco, nós fazíamos sucesso desde o início, mas por 10 anos, ninguém queria gravar conosco. Todo os anos, Marjorie e eu íamos a Hilversum (na Holanda, os "vips" do rádio e da TV estão na cidade de Hilversum), e indagávamos:"Quem poderia fazer uma gravação conosco?"

Ninguém!

Diziam: "Vá para casa, homem; vá tocar essas valsas para sua avó; lá no sul, mas não aqui."

Realmente expressavam-se dessa maneira?

De verdade...ainda hoje há gente que diz isso!

Deve ser um sentimento maravilhoso, agora que você chegou lá! (risos). Pode citar algum nome, quem sabe?

Não... esqueci o nome de todos eles; eu costumava dizer-lhes: "Venham aos teatros...naquela época, nós nos apresentávamos em pequenos teatros, aqui na Holanda..., e vejam por vocês mesmos".

Nunca tinham tempo... finalmente, depois de sete anos, um indivíduo interessou-se em dar uma olhada em nossa agenda de concertos. Lá estava: "Harlingen", que era a cidade onde ele morava. Como nem precisava viajar, ele veio assistir ao concerto. No dia seguinte, chamou-me e disse: " Vamos gravar!"...era a "Segunda Valsa" .

Depois de sete anos!

Sim, mas agora eu digo: tinha que ser assim porque, por todos aqueles anos, tive tempo para estruturar-me e cercar-me de especialistas. Não tenho um empresário que tivesse me escolhido no mercado, dizendo: "Vou te levar ao sucesso", e ...te deixar cair dois anos depois.... Fiz tudo sozinho, e continuo fazendo.

Você citou sua esposa Marjorie; você a conheceu há muito tempo atrás, não é?

Ela era da mesma classe que a minha irmã; eu a vi pela primeira vez em nossa casa, em uma festa de São Nicolau. Ela tinha 13 anos, e eu 11. Muitas garotas estavam presentes naquela festa, mas, para mim, só uma sobressaiu, com seus cabelos cacheados: era a Marjorie.

(Mostram uma foto de André e Marjorie, cada um com um dos filhos sobre o colo - esta foto também está no livro escrito pela Marjorie, "André Rieu, Minha música, Minha vida").

Trinta e um anos!

(Mostram a foto do casamento – que também está naquele livro).

Inacreditável!...isso é muito raro em sua profissão; e ainda mais nos tempos modernos. Como consegue?

Estando sempre em turnês! (risos).

Agora compreendo porque você comprou um avião!

Naturalmente que estamos juntos nesse negócio; desde garotinho, eu sabia que queria me casar com uma mulher com quem pudesse compartilhar meu trabalho.

Estar ao lado de uma pessoa em quem pudesse confiar?

Sim, intuitivamente eu sentia que era muito importante compartilhar interesses; compartilhar um trabalho. Veja os casais que possuem uma mercearia: nunca se separam!

Não, mas eles tem uma razão prática; se separarem-se, seria o fim de sua empresa...talvez ocorra algo um pouco parecido com vocês.

Um pouco só, não; ...muitíssimo! Isso não significa que eu não amo a Marjorie, ou que ela não me ame; mas é bom que exista também um outro tipo de ligação entre nós. Compreender isso foi muito importante; é ótimo perceber, a cada dia, que pensamos da mesma forma.

Parece absurdo, mas sempre foi assim conosco; combinamos sobre a cor das cadeiras, as cortinas, a educação das crianças... mas temos diferenças também: adoro filmes de ação na TV e ela adora filmes antigos; e se o filme for estrelado pela Grace Kelly, então é um bom filme!

Vocês realmente são almas gêmeas?

Sim, senti isso desde o começo; é muito importante... e muito bom.

Detesto ter de perguntar, mas tenho de fazê-lo; as mulheres o adoram...as revistas de fofocas falam sobre casos amorosos....

Ah... claro; mas... nada de especial. Existem tantas mulheres lindas; eu não conseguiria tocar sem belas mulheres.

De fato? As mulheres são suas musas inspiradoras?

Quando Renoir tinha 80 anos, ele contratou uma nova cozinheira; de repente, começou a ter muito mais inspiração para pintar!

E você então pensou: "Não vou esperar até estar com 80 anos"...

Pode-se admirar belas mulheres....

( Olha em volta e diz: "Aqui há belas mulheres também").

Você é um príncipe charmoso...e, com esse sotaque de Limburg...

E não fico envergonhado com isso;amo Maastricht. Você assistiu ao nosso último concerto lá?

Sim, e foi ótimo!

Maastricht é uma cidade muito especial; amamos a vida; pode-se ver isto pelo número de cafés. Mas, também levamos a vida a sério; e esta é uma combinação muito importante. Por exemplo, na Igreja da Amada Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwe), onde está aquela maravilhosa imagem de Maria, com todas aquelas pessoas acendendo velas em frente a ela....

Sim, Maria, Estrela do Mar.

Se você der a volta, e parar dois metros adiante, estará dentro da área dos cafés, no centro da cidade; isto é Maastricht.

Você estudou em Maastricht; perguntamos sobre você a um amigo de juventude, e colega de classe. Lembra-se dele: Camille Oostwegel ?

Ah, sim; estou muito curioso!

(Mostra-se um vídeo onde Camille mostra a casa dos pais de André, na "Begijnestraat", uma casa de cor branca na esquina dessa rua, e descreve a vida naquela época)

"Na maior parte das vezes, nós nos reuníamos na cozinha, porque em qualquer dos cômodos da casa, alguém estava sempre estudando música; a cozinha era o único lugar onde se podia conversar. A mãe de André perguntava como estávamos indo na escola; sobre as matérias; deveres de casa; professores, etc. Ela sempre ouvia que tínhamos de melhorar. Nossa escola ficava na "Helmstraat", que por sinal, está em construção justamente agora.

(do lado oposto ao Hotel DuCasque, perto da praça Vrijthof).

Estávamos apaixonados pela mesma garota, Edith Braspenning (Edith escreveu ao livro de visitas de Catherine no dia seguinte à transmissão do programa; ela disse que sempre acompanhou André e que também assistiu a vários dos seus concertos), mas ela não nos notava porque estava apaixonada por Paul Moscowitz, o filho mais velho de um advogado muito conhecido; ele vinha à escola em um Jaguar e usava ternos de "griffe". Claro que nunca poderíamos competir com aquilo.

Ela tinha um pouco de dificuldade com a pronúncia; falava ciciando, e André inventou um delicado apelido para ela; ele a chamava de "lispel". Ele era muito bom para esconder colas dentro das mangas de seu suéter ou do seu casaco; tinha um modo especial de dobrar aqueles papeizinhos. Costumávamos vender essas colas para o Paul Moscowitz; ele pagava um bom dinheiro por elas; era um ótimo negócio na semana de provas.

(Camille mostra o antigo campo de "hockey", com as históricas casamatas de Maastricht ao fundo).

Nós não gostávamos muito desse esporte; ficávamos lá atrás, e então o professor nos chamava: "Rieu, Oostwegel, venham para a frente!"

André queria mudar o mundo para melhor; tínhamos os nossos sonhos: o mundo tinha de ser livre...falávamos sobre essas coisas. Na metade da quarta série nos separamos, mas falávamos sobre o futuro; eu queria ser veterinário e André, violinista. Queríamos também ganhar muito dinheiro, e eu dizia: "você não conseguirá ganhar muito dinheiro com um violino, a menos que fique famoso no mundo inteiro, e venda muitos CDs."

André dizia: " Olhe para mim: vou ficar rico com o meu violino".

Não podíamos prever o futuro, mas André era sempre muito convincente; ele realmente assumia o que estava dizendo. Também na escola; não digo que ele era insolente, mas era muito auto-confiante. Sabia exatamente o que queria e assumia."

Aqueles rapazes com suas colas saíram-se bem na vida; Camille tem vários castelos onde instalou hotéis e luxuosos restaurantes....

Não me lembro mais dessas colas, mas lembro-me de que vendíamos folhas de provas para o Paul Moskowitz, para comprar sorvetes: íamos à V&D (uma loja de departamentos) comprar sorvetes....

Então, o jeito para os negócios já existia desde quando você ainda era um garoto.

Talvez, em relação às colas; mas sempre tive a intenção de ter um negócio. Nunca tive um empresário; tive de aprender tudo sozinho. Esse aprendizado é muito importante. Gostaria até de aconselhar aos jovens: "Não se deixem persuadir para assinar contratos somente porque outras pessoas lhe disseram para fazer; eu nunca deixei. Ofereceram-me muitos contratos, mas eu os aconselho: façam-no por si mesmos!"

É engraçado ouvi-lo dizer isso; recentemente eu trabalhava em um outro programa de TV, onde encontrei muitos jovens atores que recusavam-se a fazer qualquer coisa antes de consultar seus empresários. Eu nunca tive um empresário em toda a minha vida, mas eles tinham!

É verdade; as pessoas fazem você acreditar que não pode fazer nada sem um empresário; não acredito nisso! É preciso tempo para crescer...e para cometer erros!

Você apresentou-se também no Japão, (mostra-se um "videoclip"). Não se pode nem sair; é uma pena; é o lado ruim da fama. Você quase foi sequestrado, e já foi perseguido várias vezes. Ligam, enviam mensagens, mandam presentes...

Ou ficam à espera diante da porta de sua casa....

Você odeia essas coisas?

Certamente! A primeira vez que acontecem, toma-se um grande susto, porque aquilo nunca tinha acontecido antes em sua vida. Depois, toma-se algumas providências, e encontra-se uma forma de convivência com elas. Algumas pessoas dizem-me: "Você vive em uma gaiola de ouro"; mas... acostuma-se.

Em Hollywood todo mundo vive atrás dos portões; meu irmão (Robert?) vive no sul da França, em Marselha. Quando ele está aqui, diz:" Ah, meu carro ainda está lá; em Marselha já teria sido roubado". Na Holanda, acreditamos que é normal que tudo que esteja em seus lugares, que ali permaneça; mas receio que aquilo ainda passará a acontecer por aqui também.

Espero que não.

(Nesse momento Catherine o deixa sozinho no sofá, e se reúne aos outros convidados, para um debate sobre o tema "perseguições": debatem o caso de uma mulher que foi perseguida pela ex-mulher de seu marido, uma psicóloga e policial.)

André:"A melhor maneira de administrar esse tipo de coisa é ignorar completamente, pois eles sempre querem chamar a atenção; a primeira vez que aconteceu comigo, fui conversar com algumas pessoas que já haviam sido perseguidas. Acho que elas erraram em negociar com o perseguidor, o que somente lhes trouxe mais problemas; então, meu conselho é nunca reagir".

O que você faz com os presentes? Porque de início você pensa: Que bom", mas, e quando você fica sabendo que é algo ruim?"

André: "Tenho pessoas que desembrulham os presentes e lêem a correspondência para mim; as boas recebem uma mensagem de agradecimento; as outras, não.

Como você as distingue?

Desenvolve-se uma sensibilidade para isso; mas estou convicto de que deve haver maior proteção em casos mais sérios. A polícia aconselha ser sempre avisada; os perseguidores, na maioria das vezes, sofrem de distúrbios mentais.

(Ele mostra um pequeno aparelho que o mantém em contato direto com a polícia, e diz: "Ah, como seria bom apertar um botão e fazer desaparecer um perseguidor imediatamente!")

(Catherine vem novamente para o sofá; André senta-se na posição de lótus, e Catherine senta-se da mesma forma.)

André: "Você deveria sentar-se assim."

(mãos sobre os joelhos, olhos fechados, como em meditação).

Você pertence a esse "clube"?

Ah... não.

Quantas pessoas trabalham para você? Cento e vinte?

(As pessoas na platéia começam a rir, pois Andréaperta as narinas e retira os sapatos de Catherine; ambos riem, e André diz que estava só brincando...)

Quando você viaja em turnê, toda uma estrutura é posta em movimento...inacreditável; seus próprios ônibus; seus próprios aviões... quanto investimento! Posso lhe fazer uma pergunta muito louca? Quanto custaria se eu quisesse ter você e sua orquestra apresentando-se em minha casa?

Não trabalho dessa forma! Só nos apresentamos em locais preparados por nós mesmos. Você sabe que quando caiu o muro de Berlim fui convidado para apresentar-me na Rússia para a classe emergente; dinheiro obviamente não era problema. Indaguei para que público deveria apresentar-me; disseram que era para cerca de 11 pessoas.

Para prevenir este tipo de coisa, costumo organizar minhas apresentações pessoalmente; se vou a uma determinada localidade, alugo um espaço; faço a publicidade, e então nos apresentamos; esse é o nosso sistema. As pessoas compram os ingressos com um ano de antecedência e ficam felizes com isso por um longo tempo. Não consigo imaginar um trabalho mais agradável..., e ainda ganho dinheiro com ele.

Você tem algum desejo?

Sim; que continue assim por muito tempo.

Até quando?

Tenho 56 anos. Pretendo chegar aos 120; então ainda estou na metade do caminho.

Esperamos tê-lo por perto ainda por um longo tempo...

Agora tenho o prazer de anunciar o Trio Vidalita; adoraríamos que você tocasse com eles, mas o seu Stradivarius está dentro do "container", a caminho de Toronto....mas... temos um outro violino. Gostaria de tocar com eles?

Não; não posso intrometer-me com essas três belas jovens.

Você disse que as mulheres eram suas musas; mas, hoje vai ser o contrário: O Trio Vidalita tocará para André Rieu a "Csardas", que rebatizamos como "Ode a André Rieu".

(André aplaude, e grita "Bravo")

Adoramos tê-lo como convidado; ouvi que gostaria de fazer a declaração final?

Se me for permitido...

Senhoras e Senhores, assistam ao programa amanhã, porque Max aparecerá pela primeira vez: o convidado misterioso... quem será?

André, Max está sempre aqui, porque este é o nome da emissora!

(Max é uma nova emissora, transmitindo desde setembro de 2005, e tem como objetivo levar ao ar programas de melhor qualidade, que sejam também apreciados pelos cidadãos mais idosos.)

André finaliza com apertos de mãos e dá novamente os três beijinhos no rosto de Catherine.

Que bom que esteve aqui.

Também gostei muito!”