Entrevistas

28 - "André Rieu com Reinhold Beckman"

Programa da TV alemã, em 27 de setembro de 2004

Traduçãos: Ineke Cornelissen/Sonja Harper/MérciaCosac

Reinhold Beckmann apresenta André Rieu utilizando as palavras da crítica: "André Rieu não toca seu violino, ele o beija com o arco".

“Bem-vindo, André Rieu!

Você pronuncia o meu nome muito bem!

Sim?

Sim; incrível!

Origem francesa...Huguenotes...

Sim, exatamente.

Diga-me, qual a diferença entre uma mulher e um violino; a crítica refere-se a "ternura"...

Bem, de certa forma, ele é muito feminino.

(Faz um gesto descrevendo uma figura feminina com as mãos)

Se você não o tocar todos os dias, ele certamente lhe abandonará; o mesmo acontece com uma mulher. E ele dorme comigo na minha cama, então...

Assim ele está sempre próximo a você; sei que comprou um Stradivarius. Gostaria de entender o que há de tão especial com um Stradivarius.

Não se trata somente de ser um Stradivarius. Trata-se "deste" Stradivarius em particular; um violino é como uma mulher: são únicos. Existem muitas mulheres, mas ama-se somente uma delas; acontece o mesmo com o violino.

André Rieu, você procurou, por um longo tempo, até encontrar este Stradivarius.

Sim; e é uma busca muito difícil, até que se esteja familiarizado com o universo dos violinos...; é um pequeno círculo, onde 3 ou 4 pessoas têm o completo domínio do assunto. Quando souberam que André Rieu estava à procura de um violino, de preferência, um Stradivarius, aproximaram-se como moscas no mel. Foi inacreditável; não precisei fazer nada: vieram de toda parte trazendo os mais diferentes violinos, e disseram-me: "Venha; toque". Foram-me oferecidos muitos violinos diferentes, para experimentar. Mas foi muito difícil, porque trata-se de uma decisão muito importante a ser tomada.

Então, esse Antônio Stradivarius viveu no século 17, acredito; Por que esses violinos são tão excepcionais, e por que custam tão caro; creio que você pagou um milhão de Euros.

Sim; em minha opinião é realmente um violino muito especial; foi o segundo violino fabricado por Stradivarius, e ele ainda era muito jovem; tinha somente 23 anos; recém-casado; e acho que pode-se até "ouvir" que ele estava muito apaixonado nessa época: tudo isso teve muita influência.

E você sabe, com certeza, que este foi o segundo violino que ele fabricou?

Absoluta; pois está documentado; em livros: 1667! Significa que é um violino muito antigo. E Stradivarius viveu até os 90 anos; construiu até uma fábrica. A história dos violinos é dividida em períodos, da mesma forma que na pintura, com Van Gogh e Picasso. O período azul; o vermelho; e assim por diante. Alguns períodos são simplesmente mais valorizados que outros; talvez somente os do período vermelho estavam esgotados. Simplesmente está organizado dessa forma, e assim ganha-se muito mais dinheiro nesse negócio. E este é o segundo violino fabricado por Stradivarius, e eu o adoro.

André, diga-me o que sentiu quando experimentou este violino pela primeira vez.

Nunca me esquecerei; nem mesmo cheguei a tocar; apenas puxei as cordas e já pude sentir que soava de um modo diferente.

O seu violino tem um guarda-costas; quero dizer, se ele vale um milhão de Euro, deve estar sempre bem guardado.

Naturalmente, não vou agir como Yo-Yo Ma, que perdeu seu violoncelo em um taxi, em Nova York; felizmente o motorista era honesto e o devolveu. Mas, fico muito tempo longe de casa; tenho entrevistas e compromissos, e isto e aquilo... Há um risco grande que eu o esqueça em algum lugar, o que não quero que aconteça; sinto-me realmente responsável por ele: paguei por ele, mas não me sinto seu dono. Um violino como este é propriedade do mundo; espero cuidar bem dele, e então, repassá-lo para a geração futura de violinistas.

André Rieu não é nome artístico...descendente dos Huguenotes... cinco irmãos e irmãs; seu pai era maestro; como era a vida de vocês em casa? A cada um era destinado um instrumento: "Você tocará o violino; você o violoncelo" , e assim por diante...?

Sim, era mais ou menos isso; minha mãe dizia:"Você tem as mãos adequadas; pode tocar o violino". Lembro-me de um dia em que tive de ir a uma loja; meu pai já estava lá. E tive de tocar algo em um violino. Pensei: "Não vou conseguir....". No início detestei, porque o meu violino era muito grande, e eu não conseguia tocar.

Quantos anos você tinha?

Cinco anos; felizmente, eu tinha uma linda professora loura, por quem imediatamente me apaixonei; e isso ajudou!

Ah, então a culpa foi dela; desde os cinco anos de idade, o jovem André sabia, porque a professora era linda, que ele iria ser um violinista.

Não; eu já sabia muito antes disso que queria tornar-me um músico. Minha mãe conta que...eu devia ter uns três anos de idade.... fomos a um concerto; havia uma solista ao violino, e ela tocava tão bonito, que eu, extasiado, já dizia que era aquilo que eu queria fazer também; desde aquela época eu já sabia disso.

André, você nasceu em 1949; significa que vivenciou os tempos rebeldes dos Rolling Stones e dos Beatles.

Eu os ignorei completamente.

Como isso pode acontecer?

É verdade; perdi tudo isso. Em nossa casa somente havia Bach, Rachmaninov, Beethoven, etc... Mini-saia? Oh, meu Deus; era uma vergonha...

Então, quando se falava em mini-saias...

Não, conosco nunca!

Você reviveu essa fase posteriormente, quando descobriu que a música lhe dava prazer?

Sim, eu já havia encontrado minha esposa nessa época; ela teve uma educação semelhante à minha; seu pai veio de Berlim...uma educação muito rígida. E então ambos decidimos: "OK, vamos resgatar a nossa adolescência". Cheguei até a usar brincos...

E música rebelde?

E música rebelde... Hoje ouço todo tipo de música; tenho dois filhos que também ouvem todo tipo de música, e não sou mais tão bitolado.

E o que os filhos acham da música do pai deles?

Adoram! E eu fico muito orgulhoso disso. Os dois, com 23 e 25 anos de idade, ouvem bastante a minha música. Meu último CD... Pierre..., meu filho mais novo; meu gerente de produção; viaja comigo pelo mundo.... ele adora a "Wiener Praterleben".... Sim; fico admirado... mas é verdade!

André, talvez algumas das pessoas que estejam nos assistindo não saibam quem você é. Creio que sejam poucas, mas para elas temos um pequeno "vídeo-clip" a apresentar; mostra cenas do que acontece em um concerto de André Rieu.

(O vídeo é apresentado)

Parece haver muitos jovens na platéia; como consegue levá-los ao êxtase?

É uma pergunta que sempre me faço também; penso que é porque estamos no palco... e não sou só eu; organizei uma orquestra em torno de mim como muito cuidado; e todos encaramos a música, que está em nosso sangue, da mesma maneira; todos querem fazer a música que eu faço. Não há reclamações sobre dinheiro; ou se está muito frio aqui; ou muito quente ali....

Não, nós queremos é fazer música; e é por isso que estamos juntos viajando pelo mundo...justamente para fazer música. Parece que esse sentimento irradia de nós quando tocamos; eu adoro quando a platéia reage; quero o contato com o público...assim como estou olhando em seus olhos nesse momento, quero isso também com o meu público. Simplesmente somos assim.... não representamos nada.

Você começou com uma pequena orquestra: a Maastrichts Salon Orkest, formada por apenas cinco músicos. Música de salão soa como música leve... seguir rapidamente com a orquestra para algum lugar... pegar os instrumentos, e... aqui estamos! Onde vocês tocavam?

Em qualquer lugar: restaurantes, asilos...; começamos com uma pequena orquestra, e estou contente de que tenha acontecido dessa forma.

Acontece muitas vezes que músicos, ou mesmo outros artistas, criados e orientados por seus produtores, fazem sucesso por algum tempo, mas logo desaparecem. Não tenho um produtor; criamos tudo por nós mesmos, e quero que permaneça assim. As pessoas me perguntam:  “Você não gostaria de parar de viajar tanto pelo mundo?". Não, absolutamente; quero continuar; estou consciente do que pode me acontecer; e ainda tenho os dois pés no chão.

Houve um período em que as coisas não correram muito bem para você; então sentiram-se frustrados e decidiram abrir uma pizzaria. Porque não deu certo?

Aquilo tinha relação com a nossa adolescência tardia. Eu realmente queria desistir da música; sempre toquei violino, e não havia um momento sequer que ele não estivesse em minha mente. Minha esposa também queria fazer alguma coisa diferente; pensamos em abrir uma pizzaria e partimos para o planejamento. A pizza mais cara do cardápio seria a "Pizza Paganini", acompanhada por uma peça de Paganini executada ao violino. Porém, enquanto pensava sobre isso, cheguei à conclusão de que para tocar Paganini, eu teria de voltar a praticar. Comecei a estudar novamente, e então, ficou o violino, e a pizzaria nunca se tornou uma realidade.

E em 1988 decidiram criar a Johann Strauss Orkest.... Mas o que estranho em tudo isso é que transcorreu um longo tempo até que as gravadoras o considerassem um projeto de sucesso, o que veio a ocorrer somente em meados dos anos 90.

Sim; foram dez anos....

Porque não conseguiu convencer as gravadoras há mais tempo?

Não sei... elas não me queriam. Todo ano eu ia lá; batia na porta e dizia: " Hei, aqui estou eu de novo; venham assistir aos meus concertos; vocês precisam ver o que acontece com a platéia; as pessoas ficam enlouquecidas; sobem nas cadeiras... Se vocês mostrarem isso na TV, ou produzirem um disco, tenho certeza de que será um sucesso". Mas sempre respondiam: "Ah, vá para casa tocar para sua vovozinha; nós aqui só fazemos música séria, e música popular; chega de valsas!" Todo ano era a mesma coisa; e então 10 anos mais tarde, a secretária de um chefão lhe disse:" Você tem de produzir um disco com ele".

Demorou bastante tempo!

Sim, muito tempo; e foi assim que tudo começou a engrenar.

E o que acontece em suas turnês? Na próxima semana vocês estarão de partida para o Japão; como os japoneses reagem à sua música?

Como loucos; é inacreditável.

O que acontece por lá?

Eles ficam de pé sobre as cadeiras, completamente embevecidos; sempre estamos na expectativa de voltar ao Japão.

E ficam completamente enlouquecidos?

Sim, completamente.

E eles conhecem a sua música?

Conhecem a música, e acham que vão conseguir dançar a valsa; não conseguem, mas tentam assim mesmo; todos!

Não conseguem acompanhar o ritmo três por quatro no salão de dança?

Não, não conseguem; não conseguem acompanhar.

Então o que fazem?

Movimentam-se, de uma forma muito espontânea; quase como crianças. Ficamos maravilhados, observando-os.

E vocês também divertem-se muito com isso?

Sim, muito; é fantástico para mim e para toda a orquestra.

E como reagem os americanos?

De modo totalmente diferente; mas também de uma forma muito espontânea. Eles nos adoram; é inacreditável. Percorrem milhares de quilômetros de carro só para nos assistir, e quando nos descobrem nas rodovias, pedem: "Por favor; por favor, esperem; não se vão ainda." É realmente muito bonito; um país muito bonito.

Você torna as pessoas tão felizes com sua música, e com essa figura tão elegante e cheia de garbo; mas e quanto ao homem, fora do palco?

Sou sempre o mesmo, estando aqui ou no palco. Naturalmente que não estou sempre dançando valsa pela casa; claro que não. Mas gosto de sorrir; vejo sempre o lado luminoso da vida e tento fazer as coisas de bom humor.

Você construiu uma grande empresa, André Rieu. Não tem somente esses 2 ônibus... você deve ter toda uma logística de apoio, para que possa deslocar-se rapidamente para e para cá; e tem também seus próprios aviões. Quantas pessoas trabalham para você?

Comecei estudando o violino..., e de repente, tenho 100 pessoas, sob contrato, trabalhando para mim; sem contar as vinte pessoas que trabalham como "free-lancers". Conto com cerca de 100 pessoas que prestam serviços exclusivamente para mim, como empresa; por exemplo, os engenheiros de som, iluminação e telões.

Isso o deixa preocupado?

Sim; tenho muitas pessoas em volta de mim, para ajudar e para organizar; mas minha esposa e eu também fazemos muitas coisas pessoalmente. Não temos nenhum empresário, ou algo assim.

Sua esposa é uma espécie de empresária para você.

Eu não diria que seja exatamente assim. Trabalho em tudo o que se pode ver no palco, e ela participa de tudo, nos bastidores; mas, não muito na parte empresarial. Ela vem com as idéias para novos CDs; novos especiais; e também escreve textos para mim. Ela está sempre ali... ao meu lado.

Ela até escreveu um livro para você.

Sim.

É uma biografia: "Minha música, Minha vida", escrita por Marjorie Rieu...um livro escrito por sua esposa. Há uma idéia estereotipada sobre um certo "Rei da Valsa", que vive em um castelo de contos de fada.... tem de ser assim... mas sobre essa casa correm muitas lendas e anedotas. Quais delas você sabe sobre esse castelo?

Existem sim muitas lendas e anedotas, mas também existe história verdadeira sobre ele; uma dessas lendas, que as pessoas sempre gostam de ouvir, é que D'Artagnan (um dos três mosqueteiros) fez a sua última refeição nesse castelo. Diz-se que ele morreu em uma batalha bem em frente às muralhas de Maastricht: ocorre que um nobre francês vivia naquele castelo na época, e D'Artagnan também vivia lá e lutava por seu rei. É uma boa história para contar, mas se é verdadeira....

Mas, por outro lado, o acordo para independência da Bélgica...penso que em 1932... foi assinado em minha cozinha; este é um fato real.

Um local histórico; e presentemente, o lar do "Rei da valsa".... e quem sabe em pouco tempo esse lar pode transformar-se na "Graceland" da valsa. Já é um lugar de peregrinação para os fãs?

Sim; vêm muitas pessoas, com certeza.

Como você convive com isso?

Ah, acostuma-se!

Também tocam a sua campainha?

Sim; tocam, e perguntam se o café está pronto, pois algumas vezes eu digo, no palco, durante os concertos: "e convido a todos para uma xícara de café". E realmente vêm...

Ouvi que, de fato, vêm caravanas de turistas a Maastricht, para ver como você vive naquele castelo de contos de fada. Você está casado por quase 30 anos com a Marjorie; vocês se conheceram com a idade de 13 anos, em uma festa de São Nicolau...

Sim; ela era da turma da minha irmã no colégio. Nessa festa estavam muitas garotas, mas eu só tinha olhos para uma delas....; e ela me disse que apesar da presença de muitas crianças em minha casa (tenho 3 irmãs e 2 irmãos), ela só notou uma delas... que era eu!

Então realmente é um amor vindo desde a infância?

Sim, com certeza; a partir daquele momento, estava sempre em minha mente que "ela vive aqui, ela está aqui!". E então, quando ela tinha 20 ou 22 anos, nós nos encontramos novamente, depois de um concerto realizado por meu pai; e passei a noite inteira segurando um cinzeiro para ela. Não era absolutamente necessário, mas...

Um verdadeiro "gentleman"...segurar um cinzeiro....

Sim, a noite toda; e foi assim que começou (risos).

Quase 30 anos.... Muita gente deve perguntar como manter um amor assim...

Viajar com frequência(risos); confiar um no outro..., ou seja: não estar todos os dias juntos. Ela sabe muito bem que detesto estar longe de casa; é exatamente como me sinto; já me sentia assim desde a época em que trabalhava com a Orquestra Sinfônica de Limburg, e agora, toda vez que saio, "brrr"..., acho terrível; mas... sempre volto!

OK, Senhor Rieu. Quero dizer que você é muito admirado; tem as mulheres a seus pés.... Estou certo de que há "groupies" seguindo vocês, e suponho também que existam seduções, das mais belas maneiras.... Como você administra tudo isso?

Simplesmente faz parte do meu trabalho; vêm com o trabalho; é assim que é. Sinto-me lisonjeado; estou ali no palco; tocando música romântica; vestindo um terno maravilhoso, e tudo parece tão bonito.... É por essa razão que acontece.... Seria muito ruim se ninguém reagisse de alguma forma...

Pudemos ver isto no vídeo; a platéia inteira com um astral tão elevado... Cento e vinte concertos por ano; é muito. Sem contar os dias de viagem em turnê...

Mais da metade do ano....

Sua esposa fica em Maastricht organizando as coisas em casa, e você na estrada.... Sei que além do violino, você é um virtuoso também em outro tipo de instrumento: é perito em escrever "SMS" (pequenas mensagens pelo telefone celular). Quantas mensagens você é capaz de escrever em um minuto?

Ah, sim; é isso mesmo...muitas, muitas... é a invenção do século, em minha opinião.

Sua opinião.

Sim... não... não somente na minha opinião; porque você pode...não agora, é claro, mas...enfim...

Podemos nesse momento trocar mensagens SMS por baixo da mesa?

Não... não dessa forma; mas a vantagem do SMS é que você pode responder quando quiser, e continuar a fazer o que estava fazendo. Chamadas telefônicas sempre perturbam o ambiente; com o SMS você pode evitar esses transtornos.

Por debaixo da mesa.... Quando está feliz, é porque recebeu boas notícias?

Sim; isso mesmo. Mas, também, por coisas simples: envio mensagens para Marjorie, por exemplo, quando estou no Japão ou na América. Neste momento estou sentado aqui; os passarinhos estão cantando; o sol está brilhando e sinto-me bem. "Como está você?"... estas coisas normais... de todo dia. Podemos estar longe uns dos outros, mas ao mesmo tempo, perto; e tudo isso é possível com essa maravilhosa invenção: o SMS!

Você não dispensa uma coisa quando está em turnê; ainda tem a unidade móvel de "fitness"?

Sim.

Como é que funciona?

Comprei um ônibus velho, que foi adaptado para essa finalidade; era, em princípio, para uso próprio. Mas um dia cheguei para o café da manhã usando roupa para prática de exercícios. Todos pensaram: "Hei, o que é que ele vai fazer?"...e hoje todos também o utilizam para fazer exercícios.

Isto é formidável...você disse que quer chegar aos 120 anos de idade. O que lhe dá tanta certeza disso?

Observe... hoje nós dizemos: " com 80 anos, estamos velhos; com 100 anos somos anciãos; e chegar aos 120 anos é impossível". É porque vivemos dizendo isso a nós mesmos o tempo todo. Não sou o único a pensar dessa forma; a ciência está fazendo um grande trabalho a fim de tornar possível que fiquemos mais velhos, e eu simplesmente digo para mim mesmo que vou viver 120 anos.

Com a idade de 100 anos, estarei no auge da minha vida; então com 54 anos, ainda estou na minha juventude; aos 110, gostaria de tornar a fazer todas as viagens que hoje faço pelo mundo, e visitar todas as belas cidades novamente, pois no momento não me sobra tempo para conhecê-las...e ainda terei mais 10 anos de vida!

Brevemente você fará um aniversário muito jovem...como se fosse um aniversário de adolescente. Completará, em 01 de outubro, 55 anos. Haverá festa no castelo?

Se eu estarei em casa? Sim, estarei...naturalmente; com amigos....

E então partirá para o Japão. Há um novo CD: "The Flying Dutchman" na praça... inicia em novembro uma turnê pela Alemanha... Porque o título "The Flying Dutchman"?

Voamos tanto ao redor do mundo, e são tantas músicas maravilhosas vindas de toda parte nesse CD...há músicas alemãs, americanas, japonesas... duas maravilhosas canções japonesas... música francesa...

Foi muito agradável para nós, fazer essa "turnê" ao redor do mundo.

E ele me surpreendeu: não há nenhuma valsa nele.... "Somewhere over the Rainbow" é um clássico americano; há também uma música brasileira: "Manhã de Carnaval"...

Desejo a você tudo de bom; especialmente nessa turnê pelo Japão... e já aprendi: eles ficarão enlouquecidos; dançando em cima das cadeiras desde a primeira música...e então ... uma nova turnê pela Alemanha! Muito obrigado, André Rieu.

Obrigado.”