Entrevistas

24 - "André Rieu no Lunch TV"

Programa do canal de TV holandês TROS (www.trosmuziekfeest.nl), em 26 de novembro de 2002.

Tradução: Sonja Harper/MérciaCosac

Nota de Sonja: "Traduzi somente a parte da entrevista que envolveu André Rieu. A conversa aconteceu durante um cruzeiro marítimo, no México. Três pessoas foram entrevistadas simultaneamente. O entrevistador demonstrou claramente não conhecer muita coisa sobre André ou sobre sua música, e por vezes, fez algumas perguntas bastante questionáveis.

Nesse website - www.trosmuziekfeest.nl - (não há informações se as imagens ainda estão disponíveis) pode ser vista uma apresentação de André, acompanhado somente por um tecladista, tocando a melodia "The Red Rose Café", durante o programa Lunch TV; há também uma apresentação com a orquestra completa, em outra parte do mesmo website"

Dormiu bem?

Muito bem.

André, você já fez algum cruzeiro marítimo?

Não, esta é a primeira vez.

Gostou?

Fantástico! É um belo navio; não se sente nem um balanço, e dormi maravilhosamente.

Quando estivermos novamente em terrafirme, qual será o seu próximo destino; você tem viajado bastante ao redor do mundo, certo?

Sim, iniciaremos a nossa turnê alemã; viajaremos, por alguns meses, pela Alemanha, Áustria, Suíça e França. É o que faremos a seguir, e começaremos imediatamente.

Apresentam-se em grandes salas de concertos, não é?

Sim.

Qual o tamanho da sua equipe de apoio? Hoje você está sozinho aqui, mas normalmente, trás a orquestra completa.

Sim, estou me sentindo um pouco despido, pois hoje a orquestra não está comigo. Mas, trouxe meu violino; eles chegarão amanhã, e então estaremos todos juntos.

Estarão completos novamente?

Sim, e também eu estarei completo.

Você produz muitos CDs, para lançamento em diversos países; trata-se do mesmo CD, sendo que somente com seus títulos nas diferentes línguas?

Até recentemente, era assim; porém agora tenho o meu próprio estúdio.

Onde?

Em Maastricht, onde moro. Dessa maneira, torna-se muito mais fácil atender às exigências em cada país, como por exemplo: "grave isto ou grave aquilo"; e foi o que acabou acontecendo. Produzi um novo CD, mas na verdade, acabaram sendo sete CDs, pois em cada país nos pediram: "Ah, você tem um estúdio; então pode gravar esta melodia especialmente para nós!”.

Então pediram isso a você?

Sim, desse modo posso adaptar-me melhor às preferências de cada país. Para o Japão, queriam que incluísse uma canção japonesa; na França sempre querem algo diferente.

Canções japonesas?

Sim, e muito bonitas.

Como imaginar uma coisa dessas?

(André toca uma canção japonesa)

Belíssima; existem muitas canções bonitas no Japão?

Sim, verdadeiramente lindas; e estranhamente, várias delas soam como canções irlandesas. Acho que há milhares de anos atrás algum irlandês deve ter errado a direção com seu pequeno barco, e acabou chegando ao Japão.

Talvez você venha a trabalhar como ator também...

Não; de jeito nenhum! Eu não.

Quem sabe possa surgir um talento oculto?

Somente tocamos juntos por alguns minutos; e foram momentos muito divertidos.

Mas não é isso que eu quis dizer; falo de talento como ator.

Eu trabalhando como ator... não creio.

(Um dos outros entrevistados interrompe a conversa: "Você pode ser o James Bond holandês").

Não, eu não seria capaz disso; absolutamente!

Você continuará somente tocando o violino?

Com certeza; e então deixe-me tocar.

André, você nasceu em uma família de músicos; seu pai foi maestro; e, em casa, falavam de música o tempo todo.

Sim.

Sua família também trabalha em conjunto com você, em sua empresa?

Sim; há algum tempo atrás, cerca de três ou quatro anos, meu irmão começou a trabalhar comigo. Também a minha esposa Marjorie; ambos construímos a nossa empresa juntos. E mais recentemente meu filho mais novo, Pierre, que é o meu gerente mundial de produção. É muito divertido!

Vocês conversam sobre outros assuntos, além de negócios ou música?

Não.

Não...de verdade?

Não, e não estou brincando; falo sério. Um exemplo: quando eu e a Marjorie saímos para um passeio, falamos sempre sobre textos, novas idéias, CDs, etc...; sempre conversamos a respeito dessas coisas.

(Nesse momento, o entrevistador dirige-se a um outro entrevistado: Ron Boszhard)

Você também é tão louco, que está sempre ocupado com o seu trabalho, Ron?

Nota de Sonja: penso que essa pergunta foi extremamente grosseira e inconveniente!

(Continuam conversando sobre a apresentação do outro artista, que seria um musical)

É muito freqüente as pessoas dizerem que é só um musical; especialmente no mundo da música clássica. Porém, em um musical, deve-se ser capaz de fazê-lo em seus vários aspectos: você tem de cantar, dançar e atuar.

(Voltando-se para André, o entrevistador comenta sobre o fato de Cor Bakker tocar para Lionel Richie):

Você não iria sentir-se incomodado com isso? Você, que, naturalmente, é sempre o solista. acompanhando outro grande astro?

Bem, nem sempre sou o solista; temos outros solistas na orquestra.

OK, você entendeu o que eu quis dizer!

Sim, entendi, e apreciei muito.

(Nota de Sonja: Mesmo que esse entrevistador não soubesse, todos nós sabemos que André e sua orquestra já acompanharam muitos solistas diferentes, de Carreras a Monserrat Caballié, e muitos, e muitos outros.)

Quem sabe ainda acontece...você irá apresentar-se agora?

Não tocarei enquanto não tiver terminado a minha refeição; estou faminto.

Você primeiro deve tocar para ter direito à sua refeição...”

(André executa a melodia " The Red Rose Café", acompanhado por Cor Bakker, no teclado).