Entrevistas

21 - "André Rieu no RTL Boulevard"

Ao Programa Pulse, do canal de TV holandês RTL-Boulevard, em 12 de setembro de 2002

Tradução: Sonja Harper/MérciaCosac

“Na América, o chamam de "O Mel Gibson do Violino”.

Na próxima semana ele estará se apresentando, com casa lotada, no Ahoy Hall, em Rotterdam; depois seguirá para uma turnê pela Ásia, Alemanha, Áustria, Suiça... e assim por diante.

E ele quer mais: quer entrar para a política!!!

Gostaria de contribuir para mudar o mundo e resolver todos os problemas de engarrafamento de trânsito; gostaria de fundar um partido político.

Ambiciona ir longe na política, mas por enquanto, sua música vem em primeiro lugar.

Quando as pessoas vêm a um concerto de música clássica, sentam-se estáticas, e mal têm coragem para conversar entre si ou mesmo de respirar; quero mudar esse padrão, pois até Mozart era uma pessoa comum; bebia e amava o dia todo...

Então, deixem-nos comportar de maneira normal novamente nos concertos!

André já vendeu 15 milhões de CDs; tem fãs em todo o mundo.

É realmente muito gostoso ter consciência de que meus fãs vêm de todos os caminhos da vida; de jovens a idosos; de professores a faxineiras, as administradoras do lar, como se diz hoje em dia. Pode ser qualquer pessoa comum, e isso é muito gratificante.

Como todo artista, em qualquer parte do mundo, André dedica atenção especial às suas fãs.

Sim, também recebo calcinhas pelo correio (risos). E acontecem muitas outras coisas boas durante os concertos. Uma vez, uma senhora veio em sua cadeira de rodas, e ao final do concerto ela estava tão feliz e excitada, que se levantou da cadeira e saiu andando. É por causa de coisas assim que acho que o que eu faço realmente vale a pena.

Tudo o que André toca, transforma-se em ouro; há cinco anos atrás, ele comprou um castelo, mas permanece, ressalta, uma pessoa bastante comum.

Ser famoso e popular é muito relativo; o que é ser famoso e popular? Pode-se expressá-lo em CDs; pode-se expressá-lo em fama; mas, realmente não vejo as coisas dessa forma; permaneço o mesmo de sempre.”