Entrevistas

17 - "O líder com seu violino"

À Revista Super-Illu

Não há informação precisa sobre datas, mas ao que parece teria sido no princípio de janeiro de 2005, quando houve um concerto em Magdeburg, logo no início da turnê pela Alemanha.

Tradução: Sonja Harper/MérciaCosac

"A única coisa que sei fazer é música"

“Para sua platéia, essa frase, sozinha, já vale um longo aplauso. Quando ele sobe ao palco, não param de aplaudi-lo. Por ocasião de um concerto em Magdeburg, na Alemanha, Super-Illu conversou com o maestro, nos bastidores, e com seus fãs.

Tudo começa tranquilamente. Alguns sons chegam das salas localizadas atrás do palco; diferentes sons saem de cada porta... Alguém afina seu violino; em outra porta, alguém ensaia com uma trompa; e, em outra porta, o "Deus" do violino está defronte ao espelho, e acha a figura que vê à sua frente horrorosa.

Porque não me pareço com o Arnold Schwarzenegger? Aquile é que é homem. Honestamente, não estou fazendo charme. (André Rieu sorri maliciosamente). Não há uma só parte de que goste, com exceção do meu violino!

Lá fora, em frente ao Magdeburg Hall, estão 5000 sonhos; 5000 fãs esperam longamente para ver aquele homem tão elegante bem de perto aquele homem que diz se achar feio. Mulheres, que em um instinto puramente feminino, dançam a valsa à simples visão de seu ídolo. Pagaram, em média, 100 marcos para assistir a esse concerto. A temperatura, à noite, cai a 7 graus Celsius. Em breve,muito em breve, estarão se aquecendo ao som do magnífico som do seu violino.

O concerto de Magdeburg é um dos primeiros de sua nova turnê pela Alemanha. Rieu, seus 40 músicos e as 5 mulheres do coro, viajarão pelo mundo pelos próximos quatro meses. Ontem, estiveram em Dusseldorf. Logo depois do concerto, os 45 técnicos e mais 50 operários contratados temporariamente, desmontaram tudo e transportaram todo o equipamento, em 14 caminhões, durante a noite, em meio à neblina, até Magdeburg.

Tudo que você vê aqui (dizendo com uma ponta de orgulho em sua voz), me pertence; fica mais barato do que alugar todo o equipamento, para cada concerto.

O violinista holandês é também um astuto homem de negócios: criou um pequeno império, com 7 empresas (por questões de tributárias); uma para tecnologia; outra para construir os palcos; outra para decoração das salas de concertos, etc. Setenta e seis árvores de Natal decoram o ambiente; há até uma máquina de fazer neve, que algumas vezes, durante os concertos, faz nevar sobre a platéia, nas primeiras filas.”