Entrevistas

12 - “André Rieu responde a perguntas VIP"

Ao jornal holandes "De Limburger", em 27 de agosto de 2002

Tradução: Sonja Harper/MérciaCosac

“Mais de 7000 apreciadores de música assistiram ao concerto ao ar livre apresentado por André Rieu, na noite de domingo. A popularidade do "Stehgeiger" (violinista que se apresenta de pé, de frente para o público), nascido em Maastricht, tornou-se evidente também por causa das inúmeras perguntas que nos chegaram através do "VIP - Question".

Cecile Mertens, de Weert, notou que André Rieu fica de pé durante toda a apresentação. Como consegue? Está assim em tão boa forma?

Tenho duas razões para ficar de pé durante todo o tempo. Não posso estar sentado, pois preciso conduzir a orquestra, e estando de pé, a orquestra pode me ver melhor. Tenho de estar em boa forma, porque de outro modo não conseguiria manter o ritmo agitado de vida que tenho. Exijo o máximo de mim mesmo, e também das 130 pessoas que trabalham comigo. Quando viajamos para uma apresentação, temos sempre um ônibus equipado com aparelhos para exercícios conosco. Eu mesmo sou um grande adepto dos exercícios.

Jochem Rietjens, de Neerderweert, pergunta quando André Rieu e sua orquestra irão descobrir a música Tcheca.

A música Tcheca é belíssima, mas há tantas músicas maravilhosas. Planejo continuar tocando, chegar aos 120 anos, e produzir um novo CD a cada ano, de forma que a vez da música Tcheca ainda vai chegar.

É verdade que você tem o seu próprio avião, pergunta W. Peipers-Janissen, de Assenray.

Nossa empresa dispõe de dois aviões, diz André, sem arrogância. Quando viajamos através da Europa com a orquestra, por longas distâncias, utilizamos o Fokker 27 Fellowship; quando tenho compromissos sozinho, utilizo o jatinho particular. Os aviões ficam estacionados do outro lado da fronteira, na Bélgica.

Uma vez que não é possível apresentar todas as VIP-Questions aqui no programa, estas são algumas das outras respostas do André:

“O enorme palco para apresentações ao ar livre, no qual nos apresentamos em Roermond, foi usado em toda a turnê européia;

Em outubro, minha orquestra e eu iremos ao Extremo-Oriente; vamos nos apresentar no Japão, Coréia e China.

A Austrália e a Nova Zelândia ainda não estão na agenda.

Tenho as partituras à minha frente, durante as apresentações, mas nunca olho para elas; decoro as melodias depois de duas sessões de ensaios.”